domingo, 10 de abril de 2011

Uma estrada chamada: V-I-D-A !

O dia D é chegado!  Portas abertas e o curso da vida se faz natural : nascemos!
Após nove meses de espera, chegamos todos ao mundo...Seja bem vindo ao Planeta Terra!
Para a alegria dos nossos, finalmente saímos da cápsula maternal para o primeiro contato com o estranho e admirável... MUNDO NOVO.
O ponteiro do relógio começa a girar. Aguarde pois cada dia terá igualmente 24 horas.
As portas se abriram e diante de nós um longo caminho se coloca: uma estrada com o nome de
V-I-D-A  a qual parece tão longa que nao conseguimos nem mesmo ver o seu fim. 
E de repente, nos deparamos com aquilo que chamam dei infância...adolescência... vida adulta e...VE-LHI-CE.
Essas são as etapas que inevitavelmente nos esperam,  e que com esperança, todos passaremos!
Ao longo deste percurso, conheceremos o sentido das palavras: falar...andar...comer...crescer...cantar...amar, chorar, cair, levantar...viver, viver...V-I-V-E-R ...mOrREr.
Vida: nada mais que um  conjunto de sorrisos trocados e de tristezas vividas. E porque nao dizer de experiências compartidas, dores e alegrias?!  Uma mão, um suporte, um apoio...a vida em grupo se dá através de interações.
Encontros e desencontros são caminhos compartihados e estradas que se cruzam e se separam, que se cruzam e se separam outra vez.
Vivemos a infância e com mais alguns passos nos encontramos com a adolescência.
Adolescência vivida, seja bem vindo à vida adulta! E para todos, novos cruzamentos selecionados com muito rigor para talvez léva-los até a velhice.
 Lado a lado...separados...novamente juntos e...dessa vez, separados ou juntos, quem sabe?
A hora do adeus vêm para todos e junto com ela a dor da partida.
Na frente de cada criatura, uma estrada se se inicia ao nascimento, e ao longo do caminho os cruzamentos  se fazem obrigatórios, porém, cada ser tem o seu próprio percurso  e por isso, a consciência da capaciade de seguir em frente sozinhos, quando  necessário, é fundamental!
Você sabe se há uma dificuldade na proxima esquina?
Nosso impulso é natural! Estamos sempre à procura de um novo cruzamento... um encontro.
Por favor... uma mão, um suporte, um apoio? Talvez! Quem aqui sabe se teremos?
A verdade é que ninguém é capaz de prever o que há na proxima esquina!
E sobretudo a certeza de nao se deixar abater quando ha a falta destes 3 elementos. Olhar para si mesmo, e sentir a sua força...se deixar cair quando necessario e no momento certo saber levantar.
Então V-I-VA! Siga sempre em frente, sozinho ou acompanhado.  Caia e levante sempre que for necessário!
Porque sozinho nascemos...provavelmente em grupo viveremos, mas certamente, sozinhos morreremos. Fim da estrada.
Toulouse, France, 27 de fevereiro de 2011...em mim, sinto agora uma mistura de tristeza e alegria .

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Na espera do retorno


Sentada no aeroporto, ela pensa na vida…hora do retorno.
Ela pensa nos dois meses que ali passou e que agora se dá o fim.
Ela pensa nos amigos, na família que está longe, no dia-a-dia que a espera denovo.
Ao seu lado, o seu namorado. Ele tem calça preta, pul cinza e boina listrada comprada numa feirinha em Lisboa. Ele lê o jornal e ri, com algumas passagens que acha interessante.
Ela escreve. Em suas mãos, uma caneta de tinta verde cintilante que ela achou na mochila dele. Ela pensa e continua a escrever. O vôo está atrasado em 25 minutos.
De repente, seus pensamentos são quebrados por uma mensagem : “Finalement le vol a été retardé d’une heure ” .
Putain! Completa falta de respeito dessas companhias aéreas, ela pensa!
E um ça fait chier de seu namorado, que resolve ir procurar um lugar mais tranquilo para ler seu jornal.
Ali ela fica a observar aquele lugar...um salão de aeroporto.
Pessoas diferentes sentadas lado a lado. Um lugar democrático, pensa ela.
Caras cansadas, outras parecem inertes ao mundo ao redor.
Compenetrado, um garoto à sua frente lê um jornal e a moça sentada no ultimo banco à sua direita, parece procurar algo no seu IPOD. Ou seria um outro eletrônico super moderno
Ela não se importa com essa coisa da tecnologia, o que ela gosta mesmo é de observar as pessoas...e observar de novo! E imaginar o que se passa na cabeça de cada uma delas.
Incrível, ela pensa! Todos reunidos num mesmo lugar, para um mesmo fim...mas as interações são poucas.
Ai ai, essa tecnologia do mundo moderno parece mesmo funcionar nestes momentos de tédio, como a longa espera de um vôo em atraso.
Mas ela prefere a sua caneta verde cintilantee o seu papel de rascunho, onde ela escreve e voa alto. Tão alto quanto o avião, que decolará dentro de alguns longos minutos.
Ah, aeroportos....são TODOS iguais!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Isso acontece comigo e com você também!


E corre no fim...no fim ou no comeco?!
Lentamente, lentamente...ES-CO-RRE!!!
Wow! Um ceu iluminado...quem aqui sabe se sao estrelas cadentes ou cometas?
Espera! Talvez sejam  fogos de artificio!!!!!
Acho que cada um descreve de sua maneira...
Cinco segundos??? As vezes sao dez!
 O tempo é o que menos importa?  Bom, EU diria... talvez!
Sera que é intenso?...Bom, às vezes sim!
 Porem o desejo é sempre de mais e mais...sempre e MAIS!
Salto de paraquedas...é muita A-D-R-E-N-A-L-I-N-A!!!!
Um encontro inesperado...ou melhor dizendo... mais do que nunca esperado, desejado e desde o começo provocado!
Enfim o PICO DA MONTANHA é escalado e.... CAN-SA-ÇO.
Mas pouco a pouco o sangue que corria mais rapidamente volta ao seu ritmo normal! Ufa!
E de repente....: olhos fechados  num longo repouso.
E logo após: o sonho  com um céu iluminado...quem aqui sabe se sao estrelas cadentes ou cometas???
Só que desta vez, tudo se passa dentro de um sono mais do que merecido!!!

Nostalgie

São os pequenos raios de sol que atravessam a cortina.
Ela sente o sabor da manha...como é bom estar em casa!
De repente, uma voz que lhe chama para o café da manhã...é a sua mãe!!!!
Ela sente o gosto e o cheiro do sábado no ar.
A procura de algo, ela fecha os olhos... e assim ela percorre alguns ambientes da casa.
Passa pelo corredor e chega até a cozinha.
A mesa está pronta. O café da manhã de sábado é diferente dos outros.
Ai ai...aqueles raios que atravessavam a cortina naquela manhã de sábado...culpa daqueles raios que a fizeram viajar e sentir o gosto de um sábado que dela estava tão distante!
Distante sim...guardado no tempo, escondido num cantinho especial das suas lembranças mais remotas.
C’était la faute de ces rayons de soleil qui ont laissé un goût de nostalgie dans l’air…